
AS SETE LEIS ESPIRITUAIS DO SUCESSO

Cap. 3
A LEI DO CARMA OU DE CAUSA E EFEITO
Toda ação gera uma força energética
que retorna a nós da mesma forma...
O que semeamos é o que colhemos.
E quando escolhemos ações que levam felicidade
e sucesso aos outros, o fruto de nosso carma é a
felicidade e o sucesso.
Carma é a eterna afirmação da liberdade
humana... Nossos pensamentos, nossas palavras, nossos atos,
são fios de uma rede que tecemos ao redor de nós
mesmos.
- Swami Vivekananda
A terceira lei espiritual do sucesso é a lei do
carma.
A palavra carma significa o conjunto das ações
dos homens e suas conseqüências. É causa
e efeito simultaneamente, porque toda ação
gera uma força energética que retoma para
n6s da mesma forma.
É bem conhecido o ditado "você colhe aquilo
que semeia". Portanto, não há nada de
misterioso na lei do carma. Obviamente, se desejamos felicidade,
precisamos aprender a semear felicidade. Carma implica,
então, escolha e ação conscientes.
Tanto você quanto eu somos escolhedores infinitos.
Em nossas vidas, a todo momento, entramos no campo de todas
as possibilidades, onde temos acesso a uma infinidade de
escolhas. Algumas são feitas conscientemente. Ou
não. Portanto, a melhor maneira de entender e utilizar
máximo a lei do carma é estar conscientemente
alerta para escolhas que fazemos a todo momento.
Quer você goste ou não, tudo o que está
acontecendo neste momento é resultado de escolhas
feitas no passa (uma vez que o carma define o nosso destino).
Infelizmente, muitos fazem escolhas inconscientes e, por
is acham que não são escolhas. Mas são.
Se eu o insulto, é provável que você
escolha se ofende, Se eu lhe dirijo um cumprimento, é
provável que você escolha sentir-se grato e
envaidecido. Pense bem: é sempre uma escolha.
Em outras palavras, toda pessoa constitui - mesmo sendo
um escolhedor infinito - um feixe de reflexos condicionados.
Eles são disparados, constantemente, por circunstâncias
e por pessoas, resultando em comportamentos previsíveis.
Esses reflexos condicionados são iguais ao condicionamento
pavloviano. Pavlov é conhecido por demonstrar que
um cão, ao receber comida sempre que se fizer soar
uma campainha, começará a salivar assim que
ouvir a campainha. Ou seja, o animal desenvolve um reflexo
condicionado, ao associar um estímulo (comida) ao
outro (som da campainha).
Também nós, devido ao condicionamento, temos
respostas repetitivas e previsíveis aos estímulos
do ambiente. Nossas reações parecem ser disparadas
automaticamente por pessoas e circunstâncias. No entanto,
esquecemos um fato: essas reações são
também escolhas que fazemos a todo o momento. Simplesmente
estamos escolhendo inconscientemente.
Se você parar um pouco e começar a observar
suas escolhas no momento em que elas ocorrem, mudará
esse aspecto de inconsciência. O simples ato de observá-Ias
transfere todo o processo do terreno do inconsciente para
o do consciente. Esse procedimento - escolher e observar
conscientemente - é muito enriquecedor.
Quando fizer uma escolha - qualquer uma -, faça a
si mesmo duas perguntas: "Quais serão as conseqüências
da escolha que estou fazendo?"; "Essa escolha
trará felicidade a mim e aos outros ao meu redor?"
A resposta à primeira questão você sentirá
em seu coração e saberá imediatamente
quais serão as conseqüências. Quanto à
segunda questão, se a resposta for sim, então
persista nessa escolha. Se for não, escolha outra
coisa. E bem simples.
Entre a infinidade de escolhas disponíveis a cada
segundo, só existe uma que trará felicidade
a você e aos que estiverem por perto. E quando você
faz essa escolha, ela resulta numa forma de comportamento
chamada de ação correta espontânea.
A ação correta espontânea é o
momento certo. É a resposta certa para uma situação,
no instante em que é dada. É a ação
que nutre você e todos os que forem influenciados
por ela.
Há um mecanismo muito interessante no universo pan
ajudar a fazer escolhas espontâneas corretas. Esse
mecanismo relaciona-se com as sensações físicas.
Nosso corpo (conhece dois tipos de sensações:
uma é a do conforto; a outra n é a do desconforto.
Imediatamente antes de fazer uma escolha consciente, observe
seu corpo enquanto faz a pergunta:
"Se eu escolher isso, o que acontecerá?"
Se seu corpo enviar g uma mensagem de conforto, é
a escolha certa. Se for uma mensagem de desconforto, a escolha
não é adequada.
Para alguns, a mensagem de conforto e desconforto se p
dá na região do plexo solar. Para a maioria,
no entanto, manifesta-se na área do coração.
Conscientemente, preste atenção nessa área
do coração e pergunte a ele o que fazer. Depois,
espere pela resposta - uma resposta física, na forma
de sensação, mesmo que seja muito leve. O
importante e que esta a, em seu corpo.
Somente o coração conhece a resposta certa.
Muita gente acha que o coração é piegas
e sentimental. Não é. O coração
é intuitivo. É holístico. É
contextual. É relacional.
Não se orienta por perdas e ganhos. Ele está
conectado ao computador c6smico, ao campo da potencialidade
pura, do conhecimento puro e do poder da organização
infinita, que leva tudo em conta. Às vezes, pode
até parecer irracional, mas o coração
tem uma capacidade mais acurada e muito mais precisam se
processar dados do que qualquer outra coisa que exista nos
limites do pensamento racional.
Você pode usar a lei do carma para gerar dinheiro
e abundância e atrair para si o fluxo de todas as
coisas boas, no momento que quiser. Mas, antes, precisa
estar conscientemente lúcido de que seu futuro é
resultado das escolhas que faz a todo momento em sua vida.
Se assim agir regularmente, estará fazendo pleno
uso da lei do carma. Quanto mais escolhas você fizer
no nível da percepção consciente, mais
corretas e espontâneas elas serão - tanto para
si quanto para os que estão ao seu redor.
E o carma passado? Como ele influencia você agora?
Há três coisas que podem ser feitas em relação
a isso. Uma é pagar seus débitos do carma
passado. É o que a maioria das pessoas escolhe fazer,
embora inconscientemente. Isso também é uma
escolha. Às vezes, há muito sofrimento envolvido
no pagamento desses débitos, mas a lei do carma é
bem clara: diz que nada do que se deve ao universo fica
sem pagamento. Há um perfeito sistema de acerto de
contas nesse universo, uma constante troca e energia “de”
e “para”.
A segunda coisa que você pode fazer é transmutar,
ou transformar, seu carma numa experiência mais agradável.
d Esse é um processo muito interessante. Você
pode se perguntar, quando está pagando um débito:
"O que estou aprendendo com esta experiência?
Por que isto está acontecendo? Qual é a mensagem
que o universo está me transmitindo? Como posso tornar
útil esta experiência para meus semelhantes?"
Ao fazer isso, você enxerga a semente da oportunidade
e ata essa semente da oportunidade ao seu darma, que é
o seu propósito de vida e do qual falaremos na sétima
lei espiritual do sucesso. Isso lhe permitirá transmutar
o carma c numa nova expressão.
Por exemplo, se você quebrar a perna jogando bola,
pergunte-se: "O que esta experiência está
me ensinando, m que mensagem o universo está me enviando?"
Talvez seja a mensagem de que você precisa diminuir
o ritmo e ter mais cuidado e atenção com o
seu corpo da próxima vez. E se o seu darma for transmitir
aos outros o que sabe, então, ao se perguntar, "Como
posso tornar essa experiência útil para meus
semelhantes?", talvez você decida compartilhar
o que aprendeu escrevendo um livro, ou jogando bola com
as mais cuidado. Talvez até desenhe um sapato especial,
ou um protetor de perna, que evite esse tipo de ferimento
a outras pessoas.
Dessa forma, enquanto paga seu débito com o carma
do passado, você está convertendo a adversidade
num benefício que poderá lhe trazer riquezas
e satisfações. E a transmutação
de seu carma numa experiência positiva. Você
não se livra realmente do carma, mas consegue usar
um episódio ligado a ele para criar um carma novo
e positivo.
A terceira maneira de lidar com o carma é transcendê-lo.
Ou seja, é entrar em contato com o seu Íntimo,
com a alma, com o espírito. É como lavar roupa
suja num riacho. A cada vez que você mergulha a roupa
na água, elimina algumas manchas. Continua mergulhando
e a roupa vai ficando cada vez mais limpa. Você limpa,
ou transcende os obstáculos de seu carma, entrando
e saindo de seu Eu profundo, de seu Íntimo. Isso
é feito por meio da prática da meditação.
Todas as nossas ações são episódios
ligados ao carma. Beber uma xícara de café,
por exemplo, é um deles. A ação gera
memória; a memória tem a capacidade ou o potencial
de gerar desejo; e o desejo gera novamente a ação.
Os processadores operacionais de sua alma são o carma,
a memória e o desejo. A alma é um feixe de
consciência que contém as sementes do carma,
da memória e do desejo. Tornando os consciente dessas
sementes, você passa a ser um gerador consciente da
realidade. Ao se transformar em um escolhedor consciente,
você passa a gerar ações transformadoras
para si e para os que estão ao seu redor. E é
só isso que precisa fazer.
E como o carma é transformador - tanto para o seu
íntimo quanto para todos os que são afetados
por ele -, seu fruto será a felicidade e o sucesso.
Aplicação da lei do carma ou de causa e efeito
Você pode colocar a lei do carma ou de causa e efeito
em ação assumindo o compromisso de dar os
seguintes passos:
1) Observar as escolhas que vai fazer hoje a todo o momento.
E na observação dessas escolhas, trazê-Ias
para a percepção consciente. Ter bem claro
que a melhor maneira de se preparar para todos os momentos
do futuro é estar plenamente consciente do presente.
2) Toda vez que você fizer uma escolha, pergunte:
"Quais serão as conseqüências desta
escolha?" ou "Esta escolha trará satisfação
e felicidade a mim e aos outros que serão afetados
por ela?"
3) Pedir, então, orientação ao coração
e seguir a mensagem enviada por ele de conforto ou de desconforto.
Se a escolha for de conforto, entregar-se totalmente a ela.
Se for de desconforto, parar para ver as conseqüências
daquele ato com sua visão interior. Essa orientação
permitirá fazer escolhas corretas espontâneas
tanto para você quanto para os que o circundam.