
O PRINCÍPIO DOS 21 DIAS
UMA ESTRATÉGIA PARA REALIZAR OS SEUS OBJETIVOS EM
2008

José Rubens D´Elia
Quantos de nós se vê no famoso lugar comum
de todo início de ano fazer a lista dos objetivos,
acompanhados da promessa sempre séria de que agora
vai ser diferente?
Quantos de nós realmente considera essa lista uma
importante diretriz para o plano de ação,
tornando-o realidade durante os 365 dias?
A nossa própria experiência, aliada à
observação do que acontece com as pessoas
do nosso convívio, mostra que a grande maioria se
frustra com o resultado final dessa lista, que acaba se
tornando apenas um “ritual” de passagem de ano
e não algo em que se acredita que irá realmente
acontecer.
Qual é o segredo da seleta minoria que consegue
transformar a lista em objetivos realizados?
Qual é o comportamento que afeta a maior parte das
pessoas, fazendo com que os sonhos e objetivos sejam colocados
no fundo da gaveta após a euforia da queima de fogos,
os brindes, os abraços, os votos e todo o clima positivo,
tão fértil para fazer a plantação
e ter uma excelente colheita?
Este ano, queremos compartilhar um ensinamento importante
aprendido com vários mestres e já utilizado,
com sucesso, na nossa vida pessoal e profissional e aplicado
nos atendimentos psicofísicos de nossos clientes.
O primeiro grande e importante passo é conhecer
um órgão vital do nosso corpo, que pode ser
uma grande aliado para concretizar nossas escolhas, se adequarmos
o nosso comportamento ao formato que ele entende. Estamos
falando do nosso cérebro.
Segundo a neurociência, há a parte consciente,
que representa 5% e a inconsciente, que equivale a 95%.
Os números já evidenciam qual é o
lado predominante. Por ser algo relativamente novo, poucos
de nós conhecem como funciona esse lado, que linguagem
ele entende, como fazer para que ele nos ajude na concretização
dos nossos objetivos.
Você pode estar se perguntando o que o cérebro
e suas partes têm a ver na prática com a famosa
lista e os resultados positivos e negativos!
Vamos iniciar as respostas de forma didática:
- Fazemos as nossas escolhas, principalmente, as de mudança,
evolução, aperfeiçoamento no nível
consciente (agora, ao ler esse artigo você está
no nível consciente).
- Porém, para instalar a nova atitude, é necessário
mudar no inconsciente, porque é lá que estão
os nossos hábitos, crenças e comportamentos
da nossa história de vida.
Aqui se encontra o primeiro desafio. Escolhemos num nível
que conhecemos (o consciente). Mas, a escolha só
acontecerá se ativarmos o inconsciente (que funciona
de forma diferente do consciente).
Então, vamos aprender o bê-á-bá
do inconsciente, para desamarrarmos o primeiro “nó”.
- O inconsciente aprende por repetição.
- O inconsciente entende emoções fortes (positivas
e negativas)
- O inconsciente capta melhor imagens visuais.
- O inconsciente aprende pela forma lúdica.
Nesse artigo, queremos que você experimente o primeiro
item – repetição.
Você deve estar se perguntando: repetir o que, quantas
vezes?
Esse é um dos pulos do gato, para realizar os seus
objetivos.
O nosso cérebro inconsciente tem dois números
determinantes nesse processo:
- 7 vezes é o número necessário para
que ele aprenda o novo, que pode ser um hábito, uma
atitude, uma mudança, etc.
- 21 vezes, o cérebro inconsciente incorpora o novo.
Então, se quisermos fazer atividade física
em 2008, é necessário fazer 21 vezes, para
que se torne hábito. E o mesmo procedimento se aplica
a tudo, que ainda não faz parte da nossa vida, mas
queremos incluir.
Por isso, quem tem disciplina, consegue realizar seus objetivos,
mesmo sem entender esse ensinamento. A disciplina possibilita
a prática do primeiro e importante passo: repetição.
Que tal adicionar este ingrediente na sua lista de objetivos
2008? Experimente 21 dias e perceba os resultados.
Feliz 2008!
José Rubens D’Elia
Preparador psicofísico Robert Scheidt
Fábrica de Campeões - www.jrdelia.com.br